quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Amendoim torrado

O projeto tinha tudo pra ser um pequeno colosso doméstico. A receita dos deuses. Um petisco adocicado pra seduzir visitas de domingo. Essas pessoas que vêm fazer projetos na casa da gente. Espertinhos. Euzinha e de quem copiei a receita.

A não ser porque o forno e minhas habilidades culinárias não se acertam muito. Todo o resto ficou supimpa, castanhas, de caju e do Pará, passas, de uvas brancas e pretas. O amendoim roxinho, de tão preto e torradim. Ainda pensei em aproveitar uma parte que ficou meio bordô. Não rolou.

Vou desistir? Não, claro que não. Nem de escrever eu vou. Só porque faz dias que não. Nem por isso. Muito pelo contrário. Deve ser coisa fermentando dentro. Ai, medo. Hehe. Brinquedo.

Amanhã, o resultado da carta pra Clarice. Eu tenho, sim, expectativa. Eu aposto. Invisto. Espero. Acredito. Tenho fé. E trabalho. Até quando não faço nada. Lugar comum.

O lugar comum também é um lugar a ser visitado, a propósito. Assim como de tão diferentes os óculos acabam sendo todos iguais. E a gente quer ser diferente. A gente quer ser a gente. Não é isso? Ahã. E bem bom que é.

Até às seis da manhã. Ser quem se é. E ser bem feliz. Parece que nem tem comparação. E tem. Ô se tem. Com quem se foi, com quem se deixou de ser, com quem se será e com quem não se é. E por aí vai.

Aprender é bom demais. Até a torrar amendoim. Cinco minutos a menos de forninho. Cinco ou até sete e meio a menos. Daí bronzeadinhos e casquinhas farelando. Que venha a visita no domingo pra sedução.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Proclamação

Era isso que eu queria dizer pra ele.

O lado quente do ser
Marina Lima
Composição: Marina Lima / Antônio Cícero

Eu gosto de ser mulher
Sonhar arder de amor
Desde que sou uma menina
De ser feliz ou sofrer
Com quem eu faça calor
Esse querer me ilumina
E eu não quero, amor
Nada de menos
Dispense os jogos desses mais ou menos
Pra que pequenos vícios
Se o amor são fogos que se acendem
Sem artifícios
Eu já quis ser bailarina
São coisas que eu não esqueço
E continuo ainda a sê-las
Minha vida me alucina
É como um filme que faço
Mas faço melhor ainda
Do que as estrelas
Então eu digo, amor
Chegue mais perto
E prove ao certo qual é o meu sabor
Ouça meu peito agora
Venha compor uma trilha sonora
Pra o amor
Eu gosto de ser mulher
Que mostra mais o que sente
O lado quente do ser
E canta mais docemente

Sim, eu sou – como direi? – impetuosa. Não é bem isso. Exagerada. Também não. Porque não é que seja exagero. Naquele exato momento eu poderia mesmo dizer isso. E seria exato. Preciso. Definitivo não. Nem de longe. Penso eu. Entende? Pois é.

Agora mesmo desconfio que o momento já passou um pouco. É assim.

É que eu desconfio que não é ele. Embora eu pense que não se pode saber bem isso. Ou se pode? Eu soube daquela vez. Soube? Ou fui vivendo? Acho que fui vivendo. Todas as vezes fui vivendo. É assim. É assim que é. O amor.

Pois é.

Bebi tanto que perdi cinqüenta reais. Não quero falar sobre isso. E falei. Eu preciso me expor. Ainda que secretamente.

Daí eu disse pra ela não sei se eu sei bem por que. Até desconfio. Mas hoje em dia são tantas coisas. Pode ser essa minha cabecinha privilegiada que pensa, pensa, pensa. Agora fiz umas luzes pra ver se apaga um pouco dentro acendendo fora. Que horror. Mas é. Ou pode ser esse meu corpinho esbéltico que dá, sim, um trabalhão. Ou ainda essa minha solidão aguda, aguda, aguda. O que é?

Passei o óleo trifásico. Ninguém pra dizer cheirosa. Bem baixinho no meu ouvido. Botei um vestido que farfalha. Não sei se farfalhar pressupõe fazer barulho. Ou se pode ser só o movimento. Será que nesse caso tem que ser esvoaça? É. Esse é um vestido esvoaçante. Tipo pra passear num campo bem verdinho. Ele tem flores. O vestido. É suave. E foi um passeio suave. Não quero dizer mais nada. Sobre isso. Eu acho.

É que eu me disponho. À vida. E à paixão.

Bom, talvez ele nem veja mesmo. O iogurte quero dizer. Te contei, né? Trabaio com um oio no texto e otro no iogurte. La mierda la proclamación. Ainda não superei. Nem sei se vou.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

[...]

no verso
do verso
de sol
se faz
um poeta
de dor
se faz
um homem
de brisa
uma mulher
de fome
se faz soldado
de sonho
e borboleta
se faz
uma alucinação

estou no Texas
so far away
too far to be true

domingo, 4 de novembro de 2007

Puf. Acordei.

Acordei ali pelas sete de domingo. Eu ando tão descoordenada nos meus horários. De dormir e de comer. Isso quando como. Sim, porque dormir eu durmo. Não necessariamente de noite. Quase nunca de noite. Tô me acordando pra isso também. Será que todo esse movimento é em função dessa “relação” com essa pessoa? Ahã. Acho que sim. Faz o quê? Uns vinte dias isso? Pode que sim. Pode que já.

Pois então. E agora isso. A pessoa me convida pra sair anteontem. Tudo aquilo. Bem legal eu pensei. Daí ontem eu ia dizer pra ele vir aqui ver televisão comigo. Fiquei sem jeito. Não disse nada. De manhã descubro, ao acordar, nas páginas da internet, onde tudo se descobre, principalmente o que se quer que seja descoberto, que a figura passou a noite com outra pessoa. Tá? Fui traída! Pela primeira vez que eu saiba. Sim, eu sei que não é literalmente uma traição, já que não temos nada. Nada. A sensação é terrível igual. Tipo. Puf. Acordei. Pra ele, a história que tava rolando entre a gente não tem grande significado. Me conta outra versão. Não tem, né?

Agora, não tem jeito. Ficar triste, magoada, chateada. No mínimo, pensar que pena! Pra mim, tinha significado. Mesmo tendo começado de um jeito meio torto. Eu bêbada. A gente transando logo de cara. Essas coisas. Essas coisas que eu já tinha aprendido a fazer diferente. Mesmo assim, pra mim, fazia sentido. E eu queria que continuasse. Agora, não quero mais. Tô braba também. Ofendida. Além de tudo, ele expôs o troço na web. Bom, tá, a vida é dele.

É, mas é isso. Quanto mais eu leio a merda do recado, mais claro fica pra mim. Que ele não tá a fim. Não pode tá a fim. Ele sabe que eu ia ler. Não é idiota. Então, paciência. Vou tentar dormir mais um pouco. Depois acordar de novo. E tocar a vida pra frente. Que venha o próximo. Quer dizer, eu também vou continuar procurando alguém interessante. Agora já sei, tô começando a entender, que posso encontrar as pessoas. Que elas podem se interessar por mim. E coisas ricas podem acontecer. Prosseguirei. Até encontrar um par. Infinitamente.

sábado, 3 de novembro de 2007

Violência

Violência é chamar mensagem de torpedo.

Feelings

Eu verbalizei isso agora. Tudo que tá no escondidinho de camarão pode escorregar pro sopa de pacotinho. Entendeu? É um barato isso. Enquanto estiver no escondidinho de camarão não tem compromisso com nada nem com ninguém. Indo pro sopa de pacotinho também não tem. A princípio não tem. Mas já é uma coisa mais pública. Convém ter a noção.

Well, about feelings, I was thinking that I don’t know what to think. Menino, quanto mais eu me benzo mais o saci me tortura. Eu sou da opinião que a gente tem que expor os sentimentos. Meu sais, abrir o peito. Vivi tão sufocada. E não é geléia a exposição. Mas vamos vivendo.

Não tem nada a ver. Não disse nada até agora. E daí? Quantos políticos passaram anos sem dizer nada? Quantos chefes enrolando? Quantos professores que não ensinaram? Que não acrescentaram? Quantos pais que não estiveram lá? Quanta bosta? Peraí!

Eu tenho coerência. Com as minhas coisas. Te aconselho que tenha coerência. Que tenha limites. Que pense no outro. Que tu não tá sozinho. Não importa o quanto doa o tamanho da tua solidão. Tu não tá sozinho. Tá. Te sente. Mas não tá. É a bosta infinita. E é assim que é. Vamos parar por aqui.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Pois é

Tu não deve saber fazer ponto cruz. Não tô te subestimando. Se tu quiser eu inclusive te ensino. Te ensino até o avesso perfeito. O avesso perfeito que nunca ninguém me ensinou. Saber fazer o avesso perfeito tem a ver com tudo o mais. Não é só o avesso de uma peça. É o avesso. O avesso é o verso do direito. E o verso do direito tem todo o direito de ser tão direito quanto o direito da peça. É uma questão de princípio. Quem vive sabe. Eu posso te ensinar isso. Fica do meu lado que eu te ensino isso. Isso não é uma chantagem. Fica do meu lado por uns momentos. Profundos, como diz o Caetano. E eu penso que tu vai entender isso. O avesso é tão direito quanto o direito é avesso.

Pois é exatamente porque eu penso que tu não sabe fazer ponto cruz que eu penso que eu tenho que pensar em todas as outras possibilidades. Eu preciso de alguém que saiba fazer o avesso perfeito. Ou pelo menos alguém que esteja disposto a aprender a arte de tecer o avesso perfeito. Alguém que entenda o que está por trás do avesso perfeito. E que entenda mais do que isto. Alguém que entenda o que está no direito do trabalho. Ou seja, o que é o avesso do avesso. O que é o direito. Será que tu é essa pessoa? É tu que tem que responder essa pergunta.

Por enquanto, eu tô à tua inteira disposição. Porque tem mil coisas. Eu disse mil coisas. Eu sei, é uma figura de linguagem. Mas eu vou dizer de novo. Existem mil coisas que me fazem estar aqui à tua disposição, pagando pra ver se tu vai conseguir fazer o avesso perfeito. Tá bom, se tu não conseguir, eu quero te ensinar. Mas não é nem isso. Nem falaremos sobre isso. Isso está no meu avesso. Eu quero saber se tu sabe bordar o básico, o todos pra lá, depois volta, todos pra cá. Eu quero saber se tu vai sair do teu lugar, de glória, de conforto, eu quero saber da tua disposição, eu quero saber se tu conhece as tuas figuras, se tu te borda e te governa. Tu não acha que isso é bonito? Saber bordar e governar a si mesmo. E assim poder sair bordando mundo afora o avesso e o direito de quem quer que seja? Ou de alguma figura em especial?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Não fui querida

Pois é, eu não fui. Não tive vontade. Depois fiquei pensando que podia, que devia, que talvez no fundo quisesse. Mas não fui. E agora já foi. Eu não fui querida. Eu não sei bem o caminho de ser querida. Não sei bem como se faz. Tenho medo. Não quero me expor. Tenho medo da reação dele. Foi sempre assim. Nunca um abraço. Mãos dadas nem em sonho. Quer dizer, em sonho sim. É muito provável que sim. A vida real é que foi árida. A minha. A dele muito mais. A da mãe dele o deserto incomensurável. Tão deserto que foi preciso usar essa palavra deserta. Que eu nem sei bem se existe. E se existir só pode significar uma coisa muito deserta, muito inóspita. Assim como inóspito é deserto também.

A velha lá atirada às traças. E ainda assim foi uma boa avó. Uma avó que tinha louças e gatos. Que marcaram meu coração. Não com cacos ou unhas. Talvez, sim, o silêncio dela sejam os cacos e as unhas não pronunciados. Como as palavras, ficaram subentendidos. Tudo ficou no vão entre uma tosse e um espirro. Nada foi revelado. Tudo subtexto. E ele restou seco como ela. E eu restei restando seca. Como ele. Eu sou ele. Decerto. E então. É. Eu sou assim. Por enquanto. Eu não faço por mal. Eu aprendi a ser assim. Com ele. Eu aprendi a ser como ele. Eu não posso ser querida. Porque a reação dele pode ser a pior possível.

Fóbico. Essa é a palavra. E isso não importava muito naquele tempo. Naquele tempo eu não podia alcançar a palavra. Eu era bem pequena. Mas eu era grande o suficiente pra alcançar o semblante dele. As mínimas nuances. Cada gesto, olhar, expressão, ricto. Tudo fazia sentido pra mim. E fez. Fez todo o sentido do mundo. Tanto que me convenceu. Eu não posso ser querida. Eu nem sei ser querida. E há um mundo de significado nessa expressão. Nem sei se cabe aqui.

Eu não posso ser querida. Porque não posso expressar meu sentimento de agrado com o outro. Não posso dizer que tu me faz feliz. Não posso te tocar. Em nenhuma hipótese. Sob pena de severas punições. Que sequer imagino quais sejam. E o avesso disso está subentendido. Eu também não posso ser querida. Não posso que tu me queira bem. Não suporto que te agrade de mim. Não tenho estrutura. Penso até que vai além de não merecer. É não suportar mesmo. Porque não é da minha natureza. Pelo menos não dessa natureza que eu aprendi a envergar. A natureza morta. Tenho pena de dizer assim. Mas se me ocorre é porque é assim que me ocorre lá dentro. É porque é assim que se me apresenta. É assim que me dói.

Então é assim. Por enquanto ficamos assim. Numa ciranda seca. Sou seca. Porque aprendi a ser seca com ele. Que aprendeu a ser seco com ela. E sabe-se lá com quem ela aprendeu a ressecar-se assim. Secamos todos. E não há um nós. Estamos sós. Soa bonitinho, mas é bem duro e triste. Quer dizer, o fim, o fim do mundo não é. Porque vivemos todos tudo o que pudemos viver. Juntos inclusive. E tivemos momentos bons. Sabemos falar, dizer boa noite, bom dia, boa tarde, dar dois ou três beijinhos, conforme a região e a situação. É que não é disso que se trata.

Eu tenho fome de beijo bem estalado na bochecha. E de saltar no colo. E de ir de braços abertos correndo encontrar um abraço apertado. Eu tenho fome do carinho inesperado. Minha fome é de ter vontade de transar às três e vinte e nove da matina, quando ele tá no bom do sono e ter a coragem de acordar e dizer. Ou mostrar. A fome de secar a lágrima do irmão que chora porque perdeu o cachorro. Fome de pegar na mão silenciosamente ao longo da alameda florida. Fome de piscar o olho e dar um sorrisinho de canto. Ai, que fome de atirar beijinhos pela janela. Essas são as fomes infinitas que fazem meu coração roncar.

E eu não vou sossegar. Tem gente que quer comprar vestidos finos, sapatos elegantes, jóias caras, carros importados, casas suntuosas. Tem gente que quer viajar pra lugares exóticos. Tem gente que quer ler livros estupendos, audaciosos, inteligentíssimos. E não é que eu também não queira algumas dessas coisas, em alguma medida. Mas nada disso me mobiliza tanto quanto um beijo. Se tu acha bobo, ri. Se tu acha pobre, tem compaixão. Se tu te identifica, paciência ou bem vindo ao clube. Se te desperto o lado negro da força, te fode. Pára de ler. Nem deve ter chegado aqui. Tá, desviei. Eu não vou sossegar. Eu quero que seja leve. Eu quero que seja leve. Quero que seja leve.

domingo, 28 de outubro de 2007

Aqui entre nós

Se tu te chamasse Pedra, tu seria mais dura? E Isabela, seria mais bonita? Pois eu tenho pensado nisso. Brevemente. E talvez superficialmente. É que houve um tempo em que eu acreditava que a minha graça determinava a minha sina. Não é beeem isso. Não era bem uma crença. Era mais uma desconfiança. Um olhar apertado, tipo quero só ver. Então eu ia ser sempre casta e pura? Talvez grande. Essas coisas. E depois tinha tudo aquilo sobre de onde foi que tua mãe tirou um nome desses. Seja ele qual for. Por que Maria? De onde tirou inspiração? Que Maria é essa? Então antes de tu ser quem tu é tu é o nome que tu tem? Que porra é essa? A pedra é dura porque é dura ou porque se chama pedra? Ah, pára! Eu abdico do meu nome. Por uns instantes. Quer dizer, nesse espaço. Não tem nada de mais nisso. Se tiver, eu vejo com a minha terapeuta. Ou me ralo. Ou me divirto. Ou qualquer coisa entre uma coisa e outra. É só isso. Um lugar onde não importem muito os nomes. Pelo menos não o meu. Onde importe o que é dito. E o jeito como se diz. Que faça sentido. Ou provoque os sentidos. Viu? Aqui eu posso ser presunçosa. Aqui entre nós.

Sopa de Pacotinho

Tem coisas que não servem pra nada. E que acabam fazendo parte da vida da gente como se fizessem de fato uma grande diferença. Pode parecer inofensivo. Mas não é. Se essas coisas simplesmente não servissem pra nada e estivessem ali, até não seria um probleeema. Mas não é assim. O troço não vale nada e tá ali ocupando o lugar que poderia e, em alguns casos, até deveria estar sendo ocupado por uma coisa boa. Boa? Não. Boa não é uma palavra boa, nesse caso. Por uma coisa de valor, que fizesse sentido, que fizesse diferença. Tu tá me entendendo? Tá caminhando comigo? Isso é importante. Se não, pelo menos tá te divertindo enquanto me lê? Tem vontade de dançar, te lembra da tua infância, da tua namorada ou do teu cachorro? Se não rolou, tô me saindo uma típica sopa de pacotinho. Daí não dá. Meu conselho? Não te submete. Tu merece coisa melhor. Tu merece uma refeição.

Tudo que eu não quero é ser uma sopa de pacotinho pra ti. A sopa de pacotinho aparece na vida da gente com uma função, uma série de coisas a ensinar – e decerto aprender – e um período de validade. Não é o caso de fazer pouco da sopa de pacotinho. Tenho até medo de perguntar. Porque eu ainda não te conheço direito, não temos intimidade. Tu já encontrou muita gente sopa de pacotinho? É sempre um exercício reconhecer, né? E sacar quando chegou ao fim o prazo de validade? Pra mim é pura ciência. Mês que vem é a cerimônia da minha formatura. O quê? Tu já é PhD? Não, não. Tô recém na graduação. Mas acho que já tá suficiente. Com isso espero me virar. Me virar de costas pras sopas de pacotinho.

Até porque a minha nutricionista me explicou bem direitinho. Essas coisas não têm nada a acrescentar à saúde da gente. Preenchem o espaço. Distraem. Imitam o sabor da comida de verdade. Nutricionalmente, não valem nada. Ou seja, não te alimentam. E a gente precisa é de substância.

Pois então taí. A proposta é essa. Eu quero ser um bom filé e uma salada bem exótica e nutritiva na tua existência. E quero que tu seja um escondidinho de camarão na minha vida. Chega de sopa de pacotinho. Então o nome do blog é uma incoerência tu vai me dizer. Eu vou te dizer sim. Dizer sim é bom. Tão bom quanto dizer não, quando convém. Eu vou te dizer sim é uma incoerência. A incoerência compõe também. Abaixo a sopa de pacotinho! Vamos nos livrar juntos dessa armadilha. O que não traz benefício consistente não tem lugar na minha malinha. Sem me livrar dessa tralha, a viagem fica mais cansativa do que pode ser. Menos divertida do que pode ser. Pra ser mais clara, quem não me faz bem, não vem comigo. O que definitivamente não é o teu caso. Pra ti tem lugar. Pode chegar. Bem vindo ao sopadepacotinho.