Tem coisas que não servem pra nada. E que acabam fazendo parte da vida da gente como se fizessem de fato uma grande diferença. Pode parecer inofensivo. Mas não é. Se essas coisas simplesmente não servissem pra nada e estivessem ali, até não seria um probleeema. Mas não é assim. O troço não vale nada e tá ali ocupando o lugar que poderia e, em alguns casos, até deveria estar sendo ocupado por uma coisa boa. Boa? Não. Boa não é uma palavra boa, nesse caso. Por uma coisa de valor, que fizesse sentido, que fizesse diferença. Tu tá me entendendo? Tá caminhando comigo? Isso é importante. Se não, pelo menos tá te divertindo enquanto me lê? Tem vontade de dançar, te lembra da tua infância, da tua namorada ou do teu cachorro? Se não rolou, tô me saindo uma típica sopa de pacotinho. Daí não dá. Meu conselho? Não te submete. Tu merece coisa melhor. Tu merece uma refeição.
Tudo que eu não quero é ser uma sopa de pacotinho pra ti. A sopa de pacotinho aparece na vida da gente com uma função, uma série de coisas a ensinar – e decerto aprender – e um período de validade. Não é o caso de fazer pouco da sopa de pacotinho. Tenho até medo de perguntar. Porque eu ainda não te conheço direito, não temos intimidade. Tu já encontrou muita gente sopa de pacotinho? É sempre um exercício reconhecer, né? E sacar quando chegou ao fim o prazo de validade? Pra mim é pura ciência. Mês que vem é a cerimônia da minha formatura. O quê? Tu já é PhD? Não, não. Tô recém na graduação. Mas acho que já tá suficiente. Com isso espero me virar. Me virar de costas pras sopas de pacotinho.
Até porque a minha nutricionista me explicou bem direitinho. Essas coisas não têm nada a acrescentar à saúde da gente. Preenchem o espaço. Distraem. Imitam o sabor da comida de verdade. Nutricionalmente, não valem nada. Ou seja, não te alimentam. E a gente precisa é de substância.
Pois então taí. A proposta é essa. Eu quero ser um bom filé e uma salada bem exótica e nutritiva na tua existência. E quero que tu seja um escondidinho de camarão na minha vida. Chega de sopa de pacotinho. Então o nome do blog é uma incoerência tu vai me dizer. Eu vou te dizer sim. Dizer sim é bom. Tão bom quanto dizer não, quando convém. Eu vou te dizer sim é uma incoerência. A incoerência compõe também. Abaixo a sopa de pacotinho! Vamos nos livrar juntos dessa armadilha. O que não traz benefício consistente não tem lugar na minha malinha. Sem me livrar dessa tralha, a viagem fica mais cansativa do que pode ser. Menos divertida do que pode ser. Pra ser mais clara, quem não me faz bem, não vem comigo. O que definitivamente não é o teu caso. Pra ti tem lugar. Pode chegar. Bem vindo ao sopadepacotinho.
domingo, 28 de outubro de 2007
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